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O mundo ideal!

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Fazendo uma rápida análise da atual conjuntura, não só brasileira, mas mundial, vemos o quanto os valores estão mudados, ou para os mais “modernos”, valores invertidos!

Dignidade, honestidade, dentre outros preceitos morais que ao longo da história nortearam a conduta dos grandes líderes e estadistas que fizeram da política, não só uma arte, mas um instrumento de melhorias para o povo, ainda que somente no âmbito da teoria, o que não deixa de ser também uma contribuição, estão hoje tão ofuscados, para não dizer excassos, diante dos atos tão opostos aos preceitos morais daqueles líderes de outrora.

Esses líderes de agora, se é que assim realmente podemos chamá-los, não parecem liderar nada mais senão seus desejos objetais, como diria Freud, em busca da felicidade (mediante a infame ferramenta da corrupção), enquanto, seus liderados, ou melhor, súditos se digladiam por migalhas, na maioria das vezes, suficientes apenas para uma sobrevivência, migalhas essas que estão espalhadas pelos diversos seguimentos: social, econômico, dentre outros.

A verdade é que com um quadro já quase insustentável, como é o caso do atual quadro brasileiro, não fica difícil de entender a descrença na política e a crença na ilusão da religião (que promete tudo ou quase tudo sem dar nada em garantia) por parte da grande massa que só vê e sente o peso dos impostos, cada vez mais crescente e, em contrapartida, não vê e nem sente estes serem usados em seu benefício, como o deveria ser.

O Estado de direito só o é na forma, que por sinal é muito abstrata, enquanto que na realidade o que impera é o Estado de privilégios que aqui eu faço um esforço colossal pra não xingar todas as estruturas, ou como diria os etnometodólogos, performances que sustentam a todo custo, esse Estado tal como é, anulador de potenciais.

È por ver esse quadro com valores tão invertidos, que muitas vezes, me pergunto se não seria muito mais fácil deixar tudo, inclusive o senso crítico e os livros do velho maldito Marx, e debandiar para o campo e não mais sofrer tantas aflições como fazemos agora, mas, aí reside o problema, uma vez viciados com o senso crítico, não mais podemos nos afastar dele e sim cada vez mais nos embebedar em seu cálice tão maldito quanto o é o cálice da ignorância.

E o mundo ideal, com seus valores a reinar? Nem que não consigamos um dia alcançar tamanha proeza, resta nos as pedras para atirar e as remanescentes para construir um Brasil hostil a líderes como estes que aí estão e, só assim, talvez o mundo ideal, ou pelo menos, o mais próximo disso o possível.
Abraços, senhores e senhores e continuo na expectativa de ler vossos comentários!