Revoltado ou insatisfeito?
segunda-feira, 9 de julho de 2007Ao indicar a leitura de minha última postagem aqui ( O mundo ideal)a um amigo, diga se de passagem um de meus melhores, amigo é claro, este não hesitou em afirmar que ao escrevê-lo, por certo, devia estar muito revoltado e, suas palavras me fizeram refletir sobre meu estado de espírito ao escrever “O mundo ideal”!
Com um quadro de desigualdade social, desemprego, baixa escolaridade (aliada a um ensino público de péssima qualidade e que visa somente a números) como este que vemos diariamente em pesquisas, uma renda que se concentra cada vez mais nas mãos de poucos, estaria eu revoltado?
Economistas e estudiosos afirmam que 27% da população jovem brasileira( entre 16 e 24 anos ) são desocupados, isto é, não estudem e nem trabalham.
Estes mesmos analistas dizem que 10% da população economicamente ativa das regiões metropolitanas encontra se desempregada e que seria necessário que o PIB brasileiro crescesse anualmente, ao invés de pífios 2,5%, 5% para que essa população fosse empregada, portanto, com uma performance econômica como tal, que motivos teria eu para estar revoltado?
A saúde, vai muito longe de ir bem, obrigado!! Ao contrário do aumento de impostos e tributos que, ao contrário da lógica, afeta pricipalmente os menos favorecidos e não os detentores de grandes meios produtivos ou nem tão produtivos assim. Impostos estes, como é o caso da CPMF, que nunca tiveram uma certa porcentagem aplicada na saúde como reza suas leis de criação, então, com um quadro desses teria eu motivos de estar revoltado?
E a segurança??? Bem, deixemos isso de lado…
A conclusão que cabe aqui, senhores e senhoras, não devia ser outra, senão dizer ao meu amigo que, por vez, não me encontrava revoltado e talvez, digo talvez porque possivelmente não teria outra palavra pra melhor exprimir meu estado de espírito ao escrever “O mundo ideal” que insatisfeito, só não me pergunte com quem, pois, se nem nosso Nobre Presidente da República nunca sabe de nada, por que logo eu saberia?
